É com imensa pena que vemos cair uma das mais importantes árvores da nossa ilha e da nossa Freguesia de Guadalupe. O velho DRAGOEIRO (sangue-de-leão), árvore centenária plantada poucos anos depois da inauguração da Igreja de Santo António da Vitória, no adro da mesma, à sombra dele, muitos de nós se criaram, agora fica a memória. Esta arvore, tem-se vinda a “degradar” a pouco e pouco com a queda de ramificações grandes, tendo-se tentado evitar o pior com tubos de ferro, mas infelizmente o ultimo temporal, partiu-a a meio, deixando em pé apenas algumas ramificações que estavam colocando em risco eminente a Igreja e os frequentadores desta, assim, e não havendo alternativa foi decidido o seu abate. Um agradecimento especial ao Serviço Florestal da Graciosa, as Obras Publicas, Câmara Municipal e a Junta de Freguesia do Guadalupe que apoiou com o transporte da mesma.

É com muita tristeza que vemos o desaparecimento de um dos símbolos da nossa Freguesia.

A Dracaena draco L., conhecida pelo nome comum de dragoeiro, é uma planta da classe Liliopsida, ordem Asparagales, família dasRuscaceae.

(Dracaenaceae) originária da região biogeográfica atlântica da Macaronésia, onde é nativa dos arquipélagos das Canárias,Madeira e Açores, ocorrendo localmente da costa africana vizinha e em Cabo Verde. Pode atingir centenas de anos de idade, produzindo árvores de grandes dimensões. Apesar de comum e muito apreciado como planta ornamental em jardins daqueles arquipélagos, o dragoeiro encontra-se vulnerável no estado selvagem devido à destruição do seu habitat. A sua abundância varia entre relativamente comum nas Canárias a raro na ilha da Madeira e na maioria das ilhas açorianas.

Árvore que pode ultrapassar os 15 m de altura, de tronco robusto de material fibroso facilmente putrescível, de contorno irregular com até

5 m de diâmetro, com ramificação umbeliforme. Ritidoma de cor acinzentada, marcado por cicatrizes foliares e em geral fortemente fendilhado e com extensas porções secas e soltas. Ramificação dicotómica após o surgimento da inflorescência terminal, produzindo uma copa ampla em forma de umbela de contorno circular.

O dragoeiro deve o seu nome à cor da sua seiva, que depois de oxidada por exposição ao ar forma uma substância pastosa de cor vermelho vivo que foi comercializada na Europa com o nome do sangue-de-dragão ou drago. O sangue-de-dragão atingia elevados preços, sendo a sua origem conservada no mistério por muito tempo. Era utilizado em fármacos (sob o nome de sanguis draconis) e em tinturaria, constituindo nos tempos iniciais de povoamento europeu da Macaronésia, em especial das Canárias, um importante produto de exportação.